O Outono é a estação do desapego, do recolhimento e do regresso ao essencial. É o momento em que a natureza nos convida a abrandar, a deixar cair o que já não serve e a confiar no ciclo natural da vida. As árvores não resistem à queda das folhas, elas sabem que o que se solta hoje se transforma em alimento para o que virá.
De expansão e recolhimento, de luz e sombra, de movimento e quietude. E, quando nos alinhamos com esse ritmo, encontramos o equilíbrio entre o fazer e o ser, entre o dar e o receber, entre o mundo exterior e o nosso mundo interior.
O Outono é, por isso, uma metáfora viva do feminino em nós: o tempo de olhar para dentro, de escutar, de permitir que o silêncio fale.
A sua energia convida-nos a regressar às raízes, a cuidar do que é invisível e a confiar no processo de transformação.
Esta é também uma oportunidade de nos reconectarmos com o ciclo feminino. O Outono representa o momento de maior conexão com a intuição e a necessidade de recolhimento. Honrar essa fase é um ato de amor e de respeito pelo nosso próprio ritmo.
Integrar a energia do Outono é permitir-nos abrandar sem culpa, observar sem pressa, libertar sem medo. É perceber que o verdadeiro crescimento não acontece no movimento constante, mas na capacidade de escutar e acolher o que está a mudar.
Vai precisar de: uma folha de papel, uma vela (de preferência castanha, vermelha ou branca), um pequeno recipiente com terra ou pedras e um copo com água.
Vivemos tempos de pressa, de ruído e de excesso e talvez seja por isso que o Outono se torna ainda mais importante. Ele recorda-nos que o equilíbrio não está em fazer mais, mas em estar mais. Que cada estação tem o seu propósito, e que o ciclo da vida é também o ciclo da alma.
Que este Outono seja o teu convite a abrandar, a ouvir-te e a reencontrar o teu ritmo natural, aquele em que corpo, mente e espírito voltam a dançar em harmonia.